O Doador de Memórias - Resenha de Filmes

No Comments

Título: O doador de Memórias
Direção: Phillip Noyce
Elenco: Jeff Bridges, Meryl Streep, Brenton Thwaites 
Gênero: Ficção científica, Fantasia, Drama
Lançamento:  11 de setembro de 2014.
Duração: 1h 37min

Sinopse: Uma pequena comunidade vive em um mundo aparentemente ideal, sem doenças nem guerras, mas também sem sentimentos. Uma pessoa é encarregada a armazenar estas memórias, de forma a poupar os demais habitantes do sofrimento e também guiá-los com sua sabedoria. De tempos em tempos esta tarefa muda de mãos e agora cabe ao jovem Jonas (Brenton Thwaites), que precisa passar por um duro treinamento para provar que é digno da responsabilidade.



"Certo vez eu vi o um mundo...
Não em sonho e nem em pensamento, apenas uma visão.
Não era o passado e nem o agora, apenas um presságio de um tempo bem à frente.
Não era o mundo em que vivemos  e nem o que imaginamos, apenas um erro de calculo entre os dois. Não tinha cor e nem cheiro.
Não havia toques, mas limites máximo para o som.
Havia horários, regras a seguir e falta de sonhos.
Eram dicionarizados, mas não conheciam as palavras questionadoras.
A dor era proibida, assim como qualquer outra sensação que provocasse revolta ou descoberta.

Certa vez eu vi o mundo...
Esse mundo era grande em dimensão, mas tão pequeno quanto um ovo, apertado, sufocante e óbvio.
Não havia vontades e nem previsões do tempo, o dia estava sempre estável.
Os olhos não viam além do que era mostrado.
Os ouvidos só escutavam palavras ensaiadas e da boca só saiam cumprimentos.
E quanto ao coração?
Esse era apenas o órgão, sem metáforas."

Juliana Lima.


Certa vez, escrevi esse trecho para um conto que eu ia criar. Vasculhando a minha lista de leituras acumuladas, encontrei o livro "O doador de Memórias". Li a sinopse e fiquei tão intrigada com a possível semelhança que resolvi assistir ao filme logo de cara, coisa que não faço habitualmente, mas precisei checar. No fim, deixei esse trecho para a resenha do filme.

Jonas( Brenton Thwaites) vive em uma sociedade modelo, a vida dos moradores é "perfeita". Eles têm tudo, regras, ordem, estabilidade, equilíbrio, mas falta livre-arbítrio. Quando atinge a "maturidade" para a escolha de sua profissão, Jonas se torna um receptor de memórias e entende a importância e o peso de seu cargo. Como único encarregado de cultivar a história da humanidade, Jonas se vê perdido em um dilema: proteger ou libertar sua comunidade da escuridão literal em que vivem.

O filme começa de forma intrigante. Só o fato de imaginar que pessoas podem viver normalmente em preto e branco já dá margem à muitas interpretações e filosofias. Como no trecho que escrevi, a ausência de muitas coisas, aparentemente, causariam um equilíbrio na convivência em sociedade, pois a falta de cor, de dor, de sentimentos conflitantes e o seguimento das regras impostas dariam uma sensação de igualdade. Por outro lado, aquela velha máxima entra me pauta: Imagina se no mundo todos fôssemos iguais?

Pois é. Jonas ao receber, pouco a pouco, as memórias começa a se tornar questionador e ao se emocionar ou sentir raiva com muitas delas não compreende o porquê que essas sensação lhes foram tiradas. Então, começa sua saga na consciência. Revelar ou não as pessoas  o que ele sabe?
Por um lado, há dor, fome, guerras, destruições, perdas, lágrimas, sensações que provocariam tanto ódio e desentendimento que é melhor que sejam esquecidas. Por outro lado, há pequenas felicidades antes inimaginável como um Natal em família, o gosto da neve, do beijo, do carinho, a sensação de amar. Como ficar alheia a ela?

Uma história emocionante e criativa que me deixou triste por ter seguido meus instintos (ansiedade rs) e não ter lido o livro antes, mas não sei se é por causa disso que confesso que ficaram algumas falhas. Algumas coisas nesta Distopia me lembram muito Divergente ou o contrário, já que Divergente foi escrito depois, como o fato de cada morador desta comunidade ser designado a uma função em específico para o equilíbrio da convivência. Porém, apesar de criativo, achei o filme mal desenvolvido. A idéia é muito boa, mas faltaram explicações maiores para que esta ideologia enraizasse em nossas mentes.

Vou ler as sequências para ver se encontro respostas mais plausíveis, embora acredito que o filme seja muito bom e com certeza o livro é magnífico.

E vocês o que acharam???


Espero que tenham gostado :)
Deixem comentários, opiniões, beijos e abraços rs 
Super Beijo.
Juliana Lima
Próximo Postagem mais recente Post AnteriorPostagem mais antiga
Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário