Entrevista - Karine Tavares

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A escritora e poetisa Karine Tavares, nossa parceira do blog, concedeu uma entrevista muito enriquecedora para o blog.

Vocês querem saber mais sobre a Karine?

Bora conferir!

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Entrevista

Fabulônica: Em que momento você descobriu seu talento para a escrita?
Karine: 
Desde pequena, mas principalmente na adolescência. Sempre tive um “caderno de poesia”, acabava um, comprava outro!

Fabulônica: “Feita para iletrados” é seu primeiro livro? Se caso for, você escreve apenas poesias ou também se arrisca na prosa?
Karine:
   Sim. Tenho uma novela literária já escrita e projeto escrever um livro de contos também.

Fabulônica: Você teve algum poeta ou poetisa como inspiração para suas criações?
Karine:
   Muitos! Amo Adélia Prado e Alice Ruiz, por exemplo. Paulo Leminski, Carlos Drummond de Andrade também.
  Adélia pelos traços de religiosidade e peso sensorial da escrita. Alice e Leminski pelos haikais, escrita curta e forte que tanto admiro. E Drummond porque ele é Drummond, né, gente! rs


Fabulônica:  Qual a sensação de ver a sua obra sendo publicada?
Karine:
  Indescritível! Não tenho filhos, mas deve ser algo semelhante. Eu ria e chorava quando a primeira remessa chegou do correio.

Fabulônica: Grandes escritores já utilizaram de pseudonímia muitas vezes com o intuito de não revelar sua verdadeira identidade e não é segredo que o grande poeta Fernando Pessoa criou heterônimos tão fantásticos que Alberto Caeiro foi considerado o mestre de muitos, até do próprio Fernando. Hoje em dia é comum alguns poetas usarem de "personagens fictícios" para expor seu trabalho como, por exemplo, no livro de Pedro Gabriel - Eu me chamo Antônio - no qual Antônio é o personagem de um livro que está sendo escrito. O que você acha deste prática? Já usou ou usaria alguma delas para compor suas obras?
Karine:
   Então, o primeiro blog que criei em 2010, tinha o meu nome e eu ficava com muita vergonha de expor, principalmente entre os colegas de trabalho. A “feita para iletrados”, que surgiu em 2014, é a personagem que é a eu-lírico das postagens.
  Me sinto protegida com ela , é engraçado, né? Depois que a criei tive uma ânsia incontrolável de publicar, passei a divulgar o blog e a procurar editoras. No que escrevo tem muito de mim, mas nem tudo vivi. É a “feita para iletrados” que escreve...


Fabulônica: Formada em Direito, você acredita que sua carreira auxilie em algo na composição de suas obras e vice-versa ou acredita que as duas coisas não têm ligação?
Karine:
  Ah, sim! Palavra é sempre palavra. O papel aceita tudo! Na escrita jurídica você conta histórias, também, defende pontos de vista, explicita interesses. Na escrita poética você faz tudo isso, mas o lúdico prevalece. No meu trabalho escuto muitas histórias, todos os dias. Esse exercício de se colocar no lugar do outro nos dá uma percepção do ser humano que serve tanto para o Direito quanto para a poesia e para a Educação, pois também sou professora.

Fabulônica: Defina em uma frase: O que, na sua opinião, significa poesia?  
Karine: 
  Buscar o som dos sentimentos.



Obrigada Karine pela gentileza e atenção e muito sucesso com seu trabalho

Espero que tenham gostado,
Super Beijo,
Juliana Lima.
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